terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bernardino Madureira de Pinho

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Bernardino Madureira de Pinho nasceu a 30 de agosto de 1879, filho de Virgílio Tourinho de Pinho e Mariana de Senna Madureira.
Em fevereiro de 1893, ainda menino, discursou, no Teatro Politheama, em Salvador, pedindo a Ruy Barbosa para realizar uma conferência no Theatro São João, em benefício de 50 órfãs do Asilo de Nossa Senhora de Lurdes de Feira de Santana.
Apreciador da Antiguidade Clássica, deu aos seus filhos os nomes de Demósthenes,Péricles e Demades.
Bacharel em Direito, fez campanha presidencial para o mesmo Ruy Barbosa.

1905
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data ignorada
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Participou com Ruy Barbosa do seu périplo pelo sertão baiano, em 1919. Quando este esteve em Senhor do Bonfim, em 5 de dezembro de 1919, acompanhou-o, aparecendo na foto à entrada do palacete em que se hospedaram, pertencente, então, ao coronel Antonio Felix Martins.
Madureira de Pinho é o calvo de bigode, à direita, na foto.
Acompanham-no nesta fotografia também, além de Ruy Barbosa, Antonio Felix Martins, Salustiano Figueiredo, Cordeiro de Miranda e Francisco Esteves da Silva.

1919
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Foi nomeado Secretário da Polícia e segurança Pública, pelo Governador Góes Calmon, em agosto de 1925, permanecendo no governo Vital Soares.
Foi o nomeador e grande apoiador dos comandantes militares na estratégia baiana de confronto ao Cangaço.
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1925
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Nessa missão, preparando a região nordeste da Bahia para o embate, visitou-a, encontrando-se na mesma quando do ataque de Lampeão a Itumirim - Juacema.
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O segundo de pé, da esquerda para a direita, o Secretário de Segurança da Bahia, Madureira de Pinho, em visita a Itiúba, ciceroneado pelo coronel Aristides, que aparece na fileira de trás, no centro.
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Nelson Pinto, em palestra sobre sua Biografia, no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, quando do centenário do seu nascimento, a modo de “Elogio”, lançou:
“LAMPEÃO era um fruto do Nordeste brasileiro e, no seu tempo, tudo no sertão era seu aliado: a topografia, a distância, a caatinga, o pavor das populações, a falta de estradas e de transportes etc., etc. Basta que se registre que MADUREIRA “não poupou sacrificios, numa luta que não dependia da eficiência das autoridades policiais”. Igualmente, foram “notórias as qualidades de resistência, de arguta inteligência e de bravura do soldado baiano”.”
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Madureira de Pinho - 11 de outubro de 1926, no “A Tarde”
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O avanço dos eventos da Revolução de 1930, fez com que se exonerasse, “a pedido”, em 8 de outubro de 1930, sendo substituído pelo bacharel em Direito Francisco Prisco de Souza Paraíso.
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1930
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Preso e processado pelos vitoriosos, após liberto, reintegrou-se apenas moderadamente na vida social e política baiana.
Desestimulado a permanecer na Bahia, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde já viviam seus filhos.
Faleceu a 15 de maio de 1950.
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