domingo, 16 de dezembro de 2012

Uma cantoria de cangaceiros - 1927


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Em um combate, em 1927, no Município de Flores, em Pernambuco, a cantoria dos cangaceiros foi anotada pelos policiais:
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O tenente Pedro Malta
Já pedio demissão
Tá com medo do galope
Do rifle de Lampeão

Côro
Ai! mulher rendê.
Ai! mulher rendá.
Que chora por mim não fica
Soluço vae no “borná”


As meninas de Villa Bella
São pobres mais tem acção,
Botam queijo e rapadura
No “borná” de Lampeão

Côro
Ai! mulher rendê.
Ai! mulher rendá.
Que chora por mim não fica
Soluço vae no “borná”


Minha mãe quero dinheiro
P’ra comprar um cinturão
Para sustentar o rifle
Do valente Lampeão

Côro
Ai! mulher rendê.
Ai! mulher rendá.
Que chora por mim não fica
Soluço vae no “borná”


O riacho do Navio
Já encheu e já vazou
O tenente Frederico
O diabo carregou

Côro
Ai! mulher rendê.
Ai! mulher rendá.
Que chora por mim não fica
Soluço vae no “borná”


O meu rifle não engasga
No cangaço, sou doutor
Amadeu é vingativo
“Manél” Gome é corredor

Côro
Ai! mulher rendê.
Ai! mulher rendá.
Que chora por mim não fica
Soluço vae no “borná”

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Como citar
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