terça-feira, 13 de março de 2012

"Cangassu" -> Cangaço

Alguns erros, equívocos, enganos, impropriedades e incertezas quanto à identificação aparecem em algumas imagens que figuram em algumas publicações ligadas ao Cangaço.
Esta postagem visa agregar as indicações localizadas de tais ocorrências.
.
No livro "Derrocada do Cangaço", de Felippe de Castro, aparecem alguns erros.
.
A imagem abaixo, no livro de Felippe de Castro, é dada como “Grupo de Mariano, dizimado pela coluna Rufino em 29.10.936, na fazenda Cangaleixo, Caruru, Estado de Sergipe."

Na verdade, trata–se de um grupo tendo, à frente, Zé Bahiano, seguido por Zé Sereno, Manuel Moreno e um cangaceiro desconhecido.
.
A legenda da fotografia, no livro de Felippe de Castro, identifica os presentes como "José Baiano e Lídia”

Na verdade, a cangaceira presente é Rosinha, que foi companheira do cangaceiro Mariano.
.
No livro de Felippe de Castro aparece uma legenda de fotografia: “Bandidos do grupo de Corisco mortos pelo soldado João Torquato, rastejador da coluna Antônio Recruta.”
No texto vizinha, são citados os cangaceiros como “Guerreiro” e “Roxinho”;

Na verdade são os cangaceiros Bom–de–veras e Cruzeiro. Ressaltando-se que houve outros "Bom-de-veras".
.
No livro “Lampeão”, de Optato Gueiros, em sua quarta edição, editorada Pela Livraria Progresso, de Salvador, Bahia, em 1956, aparece:
A identificação correta é:
Atrás, da esquerda para a direita, Ezequiel, o "Ponto Fino", Calais, Fortaleza ou Revoltoso, Mourão e Volta-Secca. À frente, da esquerda para a direita. Lampeão, Virgínio, o "Moderno", Zé Bahiano e Arvoredo.

No livro de Oleone Fontes, "Lampião na Bahia", em algumas edições aparece a imagem abaixo com o seguinte texto:
Grupo de Zé Sereno. A cangaceira que está sorrindo é Enedina, que morreu em Angico, em 28 de julho de 1938, no mesmo dia em que tombou Lampião.”

Entretanto, a cangaceira sorridente que aparece marcada é Adília, companheira do cangaceiro Canário, que aparece à direita desta, na foto.
.
No livro “Lampião, Rei do Cangaço”, de Eduardo Barbosa, datado de 1968, surge a imagem abaixo com a legenda "VIRGINIO, cunhado de Lampião (1o plano), Corisco e Durvinha."
Na verdade, Virginio está corretamente apontado, só que, àquela altura, era viúvo da irmã de Lampeão. Realmente, a mulher que aparece é Durvinha, por então companheira de Virgínio. Entretanto, Corisco não está presente na foto, sendo o outro cangaceiro Luiz Pedro.

Ainda Eduardo Barbosa coloca uma outra legenda para a foto abaixo.
"CORISCO, O Diabo Louro, vingador de Lampião"
Na verdade, o cangaceiro que aqui surge não é Corisco, porém, mais uma vez, é Luiz Pedro, que se apresenta dançando com cangaceira de identidade desconhecida.
Esta é sugerida por alguns estudiosos como sendo Maria Jovina, a Maria de Pancada.
.
No livro “A última semana de Lampião”, do autor Juarez Conrado, em sua segunda edição, aparece a imagem abaixo, com a seguinte legenda: "Maria, Azulão, Canjica e Zabelê, todos decapitados na gruta do Angicos."

Embora os nomes dos cangaceiros estejam corretos, estes não morreram no massacre de Angicos, que ocorreu em 1938, mas em outubro de 1934, no embate da Fazenda Lagoa do Lino, que se situa em região de litígio entre os municípios baianos de Várzea do Poço e Serrolândia.
Já em outra edição do mesmo livro, a mesma figura aparece da seguinte maneira:
Aprofundou-se, portanto, o erro.
.
Já na publicação “Caminhos de Lampião”, de Rubens Rocha, publicada em 2005, aparece a seguinte imagem com a sua identificação: “Maria Bonita pronta para a guerra, com Moça ao lado”



A cangaceira à esquerda, efetivamente, é Maria Bonita. Entretanto, aquela que aparece à direita não é Moça, mas sim Dadá.

No livro "De Virgolino a Lampeão”, de Vera Ferreira e Antonio Amaury, publicado em Aracaju, em 2009, aparece:
Descritos como "Nazarenos", na verdade, são os cangaceiros Arvoredo, à esquerda, e Calais, à direita.

No livro “Lampião: as mulheres e o Cangaço.” São Paulo (São Paulo), publicado em 1985, de autoria de Antonio Amaury Correa de Araújo aparece:

O cangaceiro identificado como Luiz Pedro, na verdade é Virgínio, o "Moderno".
.
Como citar
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário