quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Evaristo... O látego do sobreviver.


Evaristo Carlos Costa seguiu uma vida cabisbaixa e penumbrosa, entre Queimadas e Santa Luzia, onde se fixou mais, após a tragédia.
Em agosto de 1939, foi promovido a 1° sargento, posto no qual veio a encerrar sua trajetória na polícia, pouco depois.
Viu Santa Luzia tornar-se Santaluz, em 1943, com o olhar obscurecido e a marcha taciturna dos que sofreram o drama, o trauma, o assombro e a tragédia de sobreviver. Mais arrastava-se que vivia.
Na década de 1960, em Santaluz, numa manhã, foi encontrado empalidecido, apavorado, trêmulo, na vendinha que, ali, abrira. A todos contou que Virgulino Ferreira da Silva, o Lampeão, acabara de pedir e beber uma dose de pinga, olhá-lo nos olhos com o seu olho cego... e sair.
Correu à rua. Rodou a cidade. Procurou o quanto pôde. Foi muito difícil acalmá-lo.
Faleceu aos 86 anos de idade, sem jamais se livrar dos seus incontáveis e indesvanescíveis fantasmas. Está sepultado no cemitério de Santaluz.

Recorte do livro "SILVA FILHO, Rubens Antonio. "Cangaço na Bahia.", volume 1, no prelo.


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