06 dezembro 2013

Colorindo para tentar melhor apreender

A busca de referências que conduzam a uma melhor percepção do fenômeno do Cangaço deve ser permanente.
Um dos mecanismos que podem ser utilizados é o da "colorização" de imagens. Escapa-se, assim, ao "efeito preto e branco", que se conjuga ao "efeito amarelamento" que inundam as fotos relacionadas ao Cangaço, furtando-lhe muito do impacto.
Estas são experiências levadas adiante por mim, no sentido de resgatar algo do Real.
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Corisco

Zabelê, Maria Dórea, Azulão e Canjica, mortos no embate da Lagoa do Lino.

Jararaca aprisionado e ferido

Cabeças expostas de Maria Bonita e Lampeão.
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Como citar
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12 setembro 2013

"Zé Rufino"... Algumas referências.



José Osório Farias, o "Zé Rufino", nasceu em 20 de fevereiro de 1906, em Pernambuco.
Comandante de volante que mais liquidou cangaceiros, adentrou a Força Pública do Estado da Bahia, assentando praça em 2 de janeiro de 1934.
Passou a compor as Forças em Operações no Nordeste - FONE.
Chegou a segundo tenente em 1939.
Entre aqueles cangaceiros que eliminou, Zé Rufino destacou, em entrevista, Azulão, Barra Nova, Canjica, Catingueira, Corisco, Maria Dórea, Mariano, Meia-Noite, Pai Velho, Pavão, Sabonete, Zabelê e Zepellin.


À direita na foto acima, reformado como coronel junto a ex-integrantes de sua volante.
Abaixo, sua assinatura:


Em relação ao seu falecimento, anotação no Boletim Geral Ostensivo da Polícia Militar do Estado da Bahia:

E outra anotação no Boletim Geral Ostensivo da Polícia Militar do Estado da Bahia da solicitação de pensão por parte da sua viúva, Maria de Lourdes Vieira Farias, com citação também da sua filha, Zélia Maria de Farias:

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Como citar
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21 agosto 2013

1926 - Bahia - A primeira incursão



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14 de setembro de 1926, no “Diario da Bahia”:

LAMPEÃO INVADE A BAHIA

Communicações telegraphicas de ultima hora informam, com segurança, que o terrivel bandoleiro Lampeão atravessou o S.Francisco no logar denominado Barrinha, penetrando no municipio de Curaçá onde prendeu o coronel Joviniano e membros da familia Ribeiro, depredando e incendiando as propriedades dos que se reccusam attender ás suas criminosas exigencias de dinheiro – Telegramma do cel. Raul Coelho, Intendente de Curaçá confirma os informes acima, sollicitando providencias – Pelo 1° trem de hoje seguirá para aquella zona mais um forte contingente da força policial.
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15 de setembro de 1926, no “Diario da Bahia”:

O bandido Lampeão

continúa em territorio bahiano
A sua columna é de 180 cavallarianos

A familia sertaneja continúa seriamente ameaçada em sua tranquilidade, nos seus haveres e na sua honra, ante a perspectiva de depredações e outras possiveis praticas infames do bandido Lampeão e sua gente.
Sabe–se que o destemeroso scelerado, ora no solo bahiano e já depredando–o, com a violencia que lhe é habitual, desenvolve os seus ataques com cavallarianos em numero de 180, de modo a tomar o mais rapida possivel toda a sua acção aggressiva e fugindo para evitar qualquer movimento de contra ataque ás suas forças.
O governo do estado não cessa de tomar todas as providencias possiveis, enviando fortes contingentes policiaes, no intuito de rechassar a terrivel horda de bandoleiros.
De Joazeiro, recebemos, hontem, mais o seguinte telegramma:
JOAZEIRO, 14 – Acabo de receber o seguinte telegramma de Curaçá:
– Positivo vindo de Orocó, diz que Lampeão está ali. Minha loja foi destruida. Grupo atravessando rio. Assignado. Barreirinho.

Lampeão promette invadir Curaçá e outros portos.
Reina o pavor.
Resta confiarmos medidas urgentes do governo.
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15 de setembro de 1926, no “A Tarde”:

É O FLAGELLO DOS SERTOES DO NORTE

Lampeão atravessa a fronteira bahiana
MAS A POLICIA EM NUMEROSOS CONTINGENTES, CORRE-LHE NO ENCALÇO

Lampeão é o typo do nosso bandido nordestino, vagamente romantico e religioso até a superstição, matando e roubando com o rosario numa mão e o punhal na outra.
Em constantes razzias pelas regiões despoliciadas, constituem esses bandoleiros um flagello como são as seccas ou as enchentes, as febres epidemicas, males esses de origem commum, oriundos que são todos eles da nossa civilização defeituosa, da vagarosa e difficil penetração.
O sertanejo acceita-os todos, resignadamente, oppondo-lhes fraca resistencia, confiando na justiça e no amparo do governo, que nunca lhes falta, mas que por força da propria organisação politica, não é de molde a extirparl-os radicalmente, restabelecendo nesses rincões hostis, um regimen de ordem e continuada garantia do trabalho.
Lampeão, bandido a muitos annos, mas de celebridade recente, pode se orgulhar de um triste titulo – o de mais temido e poderoso pelo numero de capangas arregimentados, de quantos correm nos sertões do Nordeste. As suas victimas não mais numerosas que as figuras do seu bando. É esse salteador de estradas, rude e valentão, desconfiado e astuto, que dorme na campina, tendo o sellim por travesseiro, cheios de bentinhos e rezas cujo contato pensa absolver de todos os crimes – que acaba de invadir a Bahia, cahindo como uma tromba sobre as populações inermes, cujos haveres e vidas estão desgarantidos.
Immediatamente avisado, o chefe de Policia da Bahia não demorou em attender os appellos.
É claro que essas providencias por mais promptas fossem ordenadas, não evitarão os primeiros damnos, as primeiras lagrimas dos que assistem as scenas de vandalismo. Mas elles serão escorraçados como já teem sido de outros logares, até que melhor occasião se offereça para um cerco em regra, com a captura final.
A policia da Bahia, no particular, - e é justo que se diga – se moveu com uma presteza elogiavel.
O primeiro rebate veio de Santo Antonio da Gloria. Immediatammente partiram, com aquelle destino, um contingente de 100 homens, via Propriá, sob o commando do capitão Côrtes e mais dois, com menores efectivos, sob as ordens do tenente Alfredo Gomes e outro official. O governo utilizou assim novas forças, de preferencia a utilizar as do contingente do tenente-coronel Pedro, em outra missão qual a de combater os revoltosos e portanto subordinado ao commando supremo do general Mariante.
Ainda em defesa das populações ameaçadas por Lampeão, segue, hoje, um reforço de 100 homens, sob a direcção dos tenentes Hermogenes Pires e Othoniel dos Santos Lima.

UM APPELLO DESESPERADO

De Joazeiro, recebemos, hoje, mais o seguinte telegramma.
JOAZEIRO, 14 – Acabo de receber o seguinte telegramma de Curaçá:
“Positivo vindo de Orocó, diz que Lampeão está ali. Minha loja foi destruida. Grupo atravessando rio. Lampeão promette invadir Curaçá e outros pontos. Reina grande pavor. Resta confiarmos medidas urgentes do governo.” ( Do correspondente)

SANTO ANTONIO DA GLORIA JÁ ESTÁ TRANQUILLO

O sr. governador do Estado recebeu hontem esse despacho agradecendo as providencias tomadas:
“SANTO ANTONIO DA GLORIA, 14 – Em nome do commercio do povo, agradeço a Vossencia a presteza das providencias para guarnecer esta localidade, contra a imminente invasão do bandido, estabelecendo a tranquilidade. A população está satisfeita com a disciplina modelar do bravo Capitão Arthur Côrtes. Saudações. – Heron Carvalho, Intendente.”
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16 de setembro de 1926, no “Diario da Bahia”:

O famigerado bandido Lampeão

abandona o territorio bahiano

Segundo uma pequena nota hontem dada á publicidade pelos nossos dignos confrades da “A Tarde”, o sr.dr. Madureira de Pinho, Secretario de Policia e Segurança Publica, recebeu o seguinte telegramma:
“Grupo bandido Lampeão voltou Pernambuco. População calma. Saudações Manoel Jacome, delegado policia.”
Embora não saibamos do nome da localidade de onde procedeu o referido despacho, podemos affirmar que partiu da zona ameaçada pela incursão do perigoso bandoleiro.
Está de parabens o sertão bahiano, de parabens está toda Bahia.
Esse recúo de Lampeão e sua gente, figuras de grande ousadia e habituada a encarar situações difficeis, enfrentando contingentes policiaes e lutando com certo destemor, não pode ter sido determinada senão em virtude das providencias ultimamente tomadas e representadas pela remessa immediata de forças numerosas para repelir e rechassar o grupo invasor, forçando–os a contra marchas para alem das fronteiras do Estado.
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Como citar
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19 agosto 2013

O crânio de Gavião


Abatido o cangaceiro Gavião, em dezembro de 1929, o vaqueiro Domingos Enéas apresentou à Secretaria de Polícia, em Salvador, no início de 1930, um crânio já descarnado, indicando ser daquele que havia morto.
Se verdade, foi o primeiro crânio de cangaceiro do bando de Lampeão a chegar a Salvador.
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Como citar
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"Alecrim"...

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O cangaceiro "Alecrim", como aparece na imagem, vulgo de Pedro Vieira da Silva. Posto em "liberdade vigiada", em 1935, foi encaminhado para Itabuna, no sul do Estado da Bahia, junto com o cangaceiro "Bananeira", de nome Horácio Teixeira Júnior.
A sugestão é que foram aproveitados por suas habilidades de "percorrerem o mato".
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16 agosto 2013

1952... Volta-Secca livre.


Primeiro passo, quando da sua saída da penitenciária, em 1952.

Um charuto, para comemorar a liberdade.

Diante da sua residência, um casebre, com a esposa, no dia da libertação.
  
 Visita à Igreja do Senhor do Bonfim, no dia da libertação, para agradecer por esta.

Com a esposa


Para a História.
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Como citar
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14 agosto 2013

Promoção de Evaristo Carlos da Costa


Definitivamente envolvido em um dos eventos referenciais do Cangaço, ocorrido em dezembro de 1929, tendo respondido Inquérito até 1931, o então 2° sargento Evaristo Carlos da Costa somente foi promovido a 1° sargento em agosto de 1939.