19 janeiro 2012

Liberato de Carvalho

Profissão: Militar e Médico
Nascimento: 13 de agosto de 1903, Vila Serra Negra, Pedro Alexandre-BA
Filiação: Pedro Alexandre de Carvalho e Guilhermina Maria
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:: Formação Educacional
Cursou o Primário e o Secundário em Aracaju-SE. Estudou na Escola Militar na Academia de Agulhas Negras, Rio de Janeiro-RJ. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia, Salvador-BA.

:: Atividade Profissional
Tenente-coronel por decreto de 16 de dezembro de 1932, para comandar as Forças de Operação do Nordeste dos Estados - FONE.
Promovido a Coronel, 1935.
Nomeado Comandante da Polícia Militar da Bahia, 23-02-1935 a 11-11-1937.

Foi antecedido pelo Coronel João Felix de Souza, que comandou a Polícia Militar de 20-11-1931 a 23-02-1935, e sucedido pelo Cel Tito Coelho Lamêgo , que comandou a Polícia Militar de 11-11-1937 a 28-03-1938.
Comandante do Batalhão do Exército, Recife-PE;
capitão da Infantaria do Exército Nacional, reformou-se como General de Brigada.
Secretário estadual de Segurança Pública e do Interior do Estado de Alagoas.
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médico
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Aparatado, na sua ação como volante. - Fonte da imagem: livro "Derrocada do Cangaço", de Felippe de Castro.
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Aparatado, na sua ação como volante. - Fonte da imagem: livro "Derrocada do Cangaço", de Felippe de Castro.
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Liberato e sua volante, em Jeremoabo
(Imagem: Revista O Cruzeiro)
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Liberato, em Jeremoabo
(Imagem: Revista O Cruzeiro)
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Liberato de Carvalho na época da sua participação no combate de Maranduba.
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Comandante da Policia Militar do Estado da Bahia.
(Imagem do acervo da Polícia Militar do Estado da Bahia)
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:: Mandato Eletivo
Eleito deputado estadual Constituinte pela União Democrática Nacional - UDN, 1947-1951.
:: Atividade Parlamentar
Na Assembléia Legislativa, titular da Comissão de Polícia Civil e Militar (1947-1950).

Deputado Liberato de Carvalho
(Imagem do acervo da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia)
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Cônjuge: Carmem Siqueira de Carvalho
Filhos: José Carlos  Siqueira de Carvalho e Liberato José Siqueira de Carvalho
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Liberato José Siqueira de Carvalho
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Falecimento de Liberato de Carvalho: 16 de março de 1996
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Sepultura no Cemitério Jardim da Saudade - Salvador - Bahia


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Atualmente existe a Praça General Liberato de Carvalho, na antiga Rua Velha, em Pedro Alexandre, Bahia.
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5 de setembro de 1928, no “Diario de Noticias”

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5 de setembro de 1928, no “Diario de Noticias”:
Estará Lampeão cercado?


É o que se affirma, com o accrescimo de que o bandido está homiziado na fazenda de um amigo do senador Pinto Dantas
Uma noticia devéras sensacional para os nossos leitores: – lampeão, tendo invadido terras do nosso Estado, ao que sabemos, encontra–se cercado pela policia bahiana, numa fazenda, onde lhe deram acolhida criminosa, em Varzea da Ema, municipio do Cumbe.
Pergunta–se: – será desta vez preso ou morto o famigerado bandoleiro, nessa sua nova incursão ao territorio bahiano, vindo de Pernambuco?
Constituirá motivo de vergonha para o nosso departamento policial a impunidade dessa outra “visita”, que está produzindo os seus effeitos, inclusive o exodo das populações mais proximas da zona attingida por Virgolino.
Ao que sabemos, o bandido procura alcançar Canudos!
E tantos destacamentos que fui levar?

– Prender o homem que tem provado o desvalor pratico do Convenio Policial.

As forças da policia chegam a Bomfim, de onde partem em autos–caminhões, realizando o cerco da “fera”, afinal conseguido.
O cerco, agora, parece que põe termo á vida perversa do perverso cearense, que o bernarditismo chegou a apparelhar de contra–revolucionario, com as armas e a farda do exercito.
O chefe de policia do Estado, ao par do esconderijo de Lampeão, que é uma fazenda de propriedade de um correligionario politico do senador Pinto Dantas, deste solicitou aconselhasse esse seu amigo a entregar á força publica o criminoso, sob pena desta, a viva força, tomal–o, uma vez que não ha possibilidade de fuga.
Está, pois, lançado o “ultimatum”.
Aguardemos o fim, registrando tambem, a chegada, hontem, do bacharel Ananias Figueiredo, juiz municipal da região invadida pelo faccinoroso.
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29 de agosto de 1928, no “A Tarde”

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29 de agosto de 1928, no “A Tarde”:
As ultimas noticias de Lampeão
As forças bahianas vigiam-n’o de perto


O capitão Hercilio rocha attingindo as fronteiras pernambucanas enviou ao secretario de Policia detalhados despachos suggerindo medidas para a perseguição do bandido “Lampeão”, as quaes já foram postas em pratica.
O tenente Waldemar Lopes, por sua vez, telegraphou ao dr. Madureira de Pinho, dizendo que em vista da perseguição tenaz dos nossos grupos, “Lampeão” até o momento não conseguiu juntar-se aos bandoleiros de Antonio de Engracia, tendo-se internado nas serras de Gangorra e Trangueira, nas proximidades a Varzea da Ema.
O capitão João Galdino, em Bonfim, tem estado vigilante, enviando positivos para Uauá, Patamuté e Chorrochó. Hoje, pela manhã, o contingente do capitão Hercilio marchou para Chorrochó.
Emquanto a noticia das depredações verificadas nos sertões por aquelles bandidos, não passou de boatos que, nessas ocasiões, sempre surgem.

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18 janeiro 2012

"Cavalos do Cão" - Zé Ramalho


A composição "Cavalos do Cão", apareceu no álbum "Terceira Lâmina", terceiro do compositor e cantor brasileiro Zé Ramalho, nascido em Brejo da Cruz, Paraíba. Lançado em 1980, nesta composição, teve a participação da cantora Elba Ramalho, nascida em Conceição da Paraíba.
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"Cavalos do Cão"
Letra e música: Zé Ramalho:

"Corriam os anos trinta
No nordeste brasileiro
Algumas sociedades lutavam pelo dinheiro
Que vendiam pelas terras
Coronéis em pé-de-guerra
Beatos e cangaceiros

E correr da volante
No meio da noite, no meio da caatinga
Que quer me pegar

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Na memória da vingança
Um desejo de menino
Um cavaleiro do diabo
Corre atrás do seu destino
Condenado em sua terra
Coronéis em pé-de-guerra
Beatos e cangaceiros...

E correr da volante
No meio da noite, no meio da caatinga
Que quer me pegar
"
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Féretro de Horácio de Mattos


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No “A Tarde” de 18 de maio de 1931...
Saída do féretro do coronel Horácio de Mattos, da residência onde se deu o velório.
No instante representado na fotografia, à saída do local, Horacina de Mattos, filha do coronel Horacio de Mattos, presta homenagem diante do seu caixão. Aos seis anos de idade, andava de mãos dadas com o pai, quando este foi assassinado.
Após breves palavras, em honra do pai, depositou sobre seu esquife a flor que tinha em mãos.
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Horacina de Mattos
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Para utilizar as matérias deste blog, atentar para:
Como citar
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27 de agosto de 1928, no “A Tarde”:

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A policia bahiana ao encalço de “Lampeão”
O sicario diz nada querer na Bahia

As forças volantes da policia bahiana que se encontram no sertão em perseguição ao famigerado Lampeão, approximam-se cada vez mais do bandido, para um cerco definitivo.
Ha dias partiu de Curaçá a companhia do primeiro tenente João Francisco com o contingente do sargento Pereira.
No dia 23 devia ter chegado em Feira do Pau uma companhia de metralhadoras, sob o commando do ten. João Candido.
A força do capm. Hercilio Rocha partiu de Patamuté.
Como se vê, forças efficientes da policia se movimentam em perseguição do bandido.
AS ULTIMAS NOTICIAS DE “LAMPEÃO”
O dr. Madureira de Pinho, secretario da Paolicia, recebeu hontem, do capm. Hercilio Rocha, um telegramma, dando-lhe as ultimas noticias de Lampeão.]
Um estafeta que viera de feira do Páu para Uáuá, no dia 26, disse haver visto ali o bandido acompanhado de 6 homens armados a fusil, tendo cada um 400 cartuchos. Lampeão procurou naquelle arraial trocar uma nota de 500$ por 400$, não encontrando quem quizesse ganhar os 100$ réis. Deante disto, pretendeu tranquilllisar os habitantes do logarejo, dizendo que nada queria fazer nos sertões bahianos, que nada queria na Bahia.
O secretario da Policia telegraphou ao seu informante que continuasse perseguindo o bandoleiro.
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23 de agosto de 1928, no “A Tarde”:

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23 de agosto de 1928, no “A Tarde”:
Após 3 meses de ausência, refugiado nos sertões de Alagoas, reaparece, na fazenda Gravatá, distante 4 léguas da Cachoeira de Paulo Afonso, e sendo incontinenti perseguido pelas forças de Alagoas e Pernambuco, o grupo de Lampião, que atravessou a fronteira de Pernambuco, a poucas léguas acima de Tacaratu.
O grupo está reduzido a 5 bandidos, que atravesssaram o São Francisco, rumando para a Bahia, seguindo em sua perseguição o tenente Queiroz e o sangento Petronilo, ambos da polícia pernambucana.

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